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Biologia
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
Profa. Luciana Moreschi Paulo

Atualmente, a maior preocupação das empresas, indústrias, ONGs, governos os que se interessam, (não vamos esquecer que os Estados Unidos da América não assinou o Protocolo de Kyoto) e outras instituições é com relação ao ambiente. Uma questão bem atual, preocupante e de cunho constitucional. Ao lermos atenciosamente a Constituição Federal de 1988 no seu artigo 225° (...), temos a impressão de que não compreendemos bem nossos direitos e deveres sobre o ambiente que nos cerca e do qual fazemos parte. Por esta razão, devemos ter a consciência de que o chão em que pisamos para estabelecer as nossas relações de trabalho, pessoais e biológicas pode estar se acabando (estou me valendo de um grande eufemismo!).
Vários são os cidadãos que não acreditam na limitação das águas e dos solos, até porque caem na ilusão de pensar na grande extensão de terras e de águas que o planeta comporta. Pensando em quilômetros quadrados, cerca de 512.000.000 Km², fica realmente difícil pensar que o homem, com suas atitudes irracionais, teria causado danos a toda esta superfície. Mas o triste de tudo isso é que sim, o homem foi capaz disso e, em alguns locais do globo, ainda está sendo.
Afirmação um tanto pessimista a minha. No entanto, o solo (chão, superfície, base ou substrato) em que nos estabelecemos, da maneira correta que admitimos ser constituído, está no fim. Já não encontramos mais solos e águas purificados, mantendo as inter-relações ecológicas adequadas e as atividades de decomposições naturais. O que temos hoje são substratos contaminados por dejetos industriais, metais pesados jogados por anos, resíduos radioativos, dejetos domésticos não biodegradáveis e assim por diante. Então, pensemos, com urgência, em desenvolvimento sustentável, a fim de não deixar a humanidade com um ecossistema inábil à sua sobrevivência.
Há um conceito de desenvolvimento sustentável que resume o que se quer... nem tanto ao mar nem tanto à terra... desde que se garanta o equilíbrio entre interesse de uma região e o impacto sócio-ambiental. O conceito de desenvolvimento sustentável designa um crescimento econômico susceptível de satisfazer as necessidades das nossas sociedades em termos de bem-estar, a curto, médio e, sobretudo, longo prazo. Pressupõe que o desenvolvimento deve satisfazer as necessidades do presente sem comprometer as perspectivas das gerações futuras. Em termos concretos, esta forma de desenvolvimento implica criar as condições propícias para um desenvolvimento econômico a longo prazo, em moldes que assegurem a proteção do ambiente.
Diante deste quadro, a questão que se coloca é: Por que preservar? O que preservar? E Como preservar?

Pensemos um pouco nas seguintes questões:

• Cada 50 quilos de papel usado, transformado em papel novo, evita que uma árvore seja cortada. Pense na quantidade de papel que você já jogou fora até hoje e imagine quantas árvores você poderia ter ajudado a preservar.
• Cada 50 quilos de alumínio usado e reciclado, evita que sejam extraídos do solo cerca de 5.000 quilos de minério, a bauxita. Quantas latinhas de refrigerantes você já jogou até hoje?
• Com um quilo de vidro quebrado, faz-se exatamente um quilo de vidro novo. E a grande vantagem do vidro é que ele pode ser reciclado infinitas vezes. Agora imagine só os aterros sanitários: quanto material que está lá, ocupando espaço, e poderia ter sido reciclado!
• Economia de energia e matérias-primas. Menos poluição do ar, da água e do solo.
• Melhora a limpeza da cidade, pois o morador que adquire o hábito de separar o lixo, dificilmente o joga nas vias públicas.
• Gera renda pela comercialização dos recicláveis. Diminui o desperdício.
• Gera empregos para os usuários dos programas sociais e de saúde da Prefeitura.
• Dá oportunidade aos cidadãos de preservarem a natureza de uma forma concreta, tendo mais responsabilidade com o lixo que geram.

QUAL É A IMPORTÂNCIA DESSE PROCESSO?

1. Diminuir as conseqüências do efeito estufa: quanto mais lixo se produz, maior é a taxa de gases liberados, como é o caso do metano (CH4) produzido junto ao chorume. Através da ação de microorganismos decompositores e quimiossintetizantes, esses gases são metabolizados e, após sucessivas reações, acabam por liberar uma grande quantidade de gás carbônico que vai se acumulando na atmosfera. Com isso temos o aumento drástico do efeito estufa, fenômeno responsável pelo aumento da temperatura global anual.
2. Aumento das epidemias e endemias: quanto maior a destruição ambiental (incluindo desmatamentos, queimadas, etc), menor a qualidade e quantidade de habitat dos organismos (pensemos e artrópodes, por exemplo). Com isso, maior a incidência de doenças rurais e urbanas, onde essa ação traz como conseqüência a procura, pelos vetores epidêmicos e endêmicos, de novos ambientes para desenvolverem sua descendência.
3. Aumento drástico de poluição hídrica e atmosférica dos ambientes naturais e artificiais: quanto maior o consumo e o desenvolvimento, maior a degradação dos ambientes. Com isso, aumenta a emissão de poluentes sólidos, líquidos e gasosos, nesses ambientes (solo, água e ar), aumentando, conseqüentemente, o número de óbitos nessas e em outras regiões.
4. Decorrência de quadros alérgicos na população mundial, em geral: quanto maior a poluição ambiental, nos seus mais diferentes aspectos, maior a seleção natural sobre os organismos e, dessa forma, maior a quantidade de estratégias que o organismo (células) acomete na tentativa de se adaptar a estes ambientes modificados. Como conseqüência, tem-se o aumento dos quadros alérgicos. Estima-se que até o ano de 2050, a metade da população sofra de alergias.
5. Abalos nutricionais: cai a qualidade dos alimentos naturais com a modificação das condições abióticas do meio. Isso ocasiona a produção de organismos modificados geneticamente, o que é bastante polêmico. Aspectos prós e contras existem a respeito deste aspecto.
6. Quantidade de água potável: sobre este aspecto já comentamos acima, porém é importante destacar que a água potável (boa para consumo) está com seus dias contados, ou seja, se não tomarmos as cabíveis atitudes de preservação dos lençóis freáticos que restam sem contaminação, teremos a finitude de mais este elemento essencial à vida. É uma questão de tempo.
Por isso e muito mais, a idéia da preservação, aliada ao conceito de desenvolvimento sustentável é uma condição evolutiva dos seres vivos, pois destruímos ecossistemas ao evoluir. No entanto, essa degradação, inevitável, deve ser feita com mais consciência, para não contribuir com a extinção da vida.

ENTENDENDO O LIXO:

Existem basicamente dois tipos de lixo: O orgânico e o inorgânico. São considerados orgânicos: sobras de comida, lixo de banheiro, poeira acumulada, etc. Na categoria dos inorgânicos temos materiais como: vidros, plásticos, latas, papel, papelão, entre outros. E é esse tipo de lixo, o inorgânico, que na realidade não é lixo, que pode ser reaproveitado, fazendo-se a reciclagem. Uma grande vantagem é que, reciclando, diminuímos a necessidade da produção do material, o que, por sua vez, diminui a extração de matérias-primas da natureza, reduzindo a exploração do meio-ambiente. Além disso, usamos menos aterros, e esse material não virá a poluir rios e oceanos.

O QUE RECICLAR?

Separa-se para a Reciclagem:
• METAL (latas de alumínio, panelas, latas de aço, casco de geladeira, fios, fogão, cadeiras de praia, utensílios de ferro, arames, pregos, tampas).
• PAPEL (jornais, revistas, papelão, cadernos, caixas, papel de computador, cartões, cartolina, catálogos, envelopes, embalagens de ovos, formulários, embalagens longa-vida).
• PLÁSTICO (plásticos duros e moles, sacos de leite, embalagens de refrigerante, detergente, xampu, margarina).
• VIDRO (potes, frascos, garrafas, cacos de vidro).

NÃO SE SEPARA PARA A COLETA RECICLÁVEL:

• Roupas, retalhos, calçados, isopor, papéis sujos, lâmpadas (inclusive fluorescentes), pilhas, louças, espuma, papel carbono e estêncil, papel plastificado, pirex, porcelana, remédios, seringas, agulhas, cestos de vime.

COMO RECICLAR?

É fácil! Tenha sempre duas lixeiras na sua casa: uma para os materiais recicláveis (lixo limpo) e outra para os não recicláveis (restos de comida).
Lembre-se de que todos os tipos de "recicláveis" devem estar limpos e secos e você pode deixá-los no mesmo saco.
Sempre que possível, diminua o volume, amassando latas, papéis e papelões. Depois é só colocar os sacos de lixo para serem levados.
Viu? É mais simples do que você pensava, não é? Então, escolha livremente se quer participar da reciclagem ou não. Querendo, é só começar.

Atitudes e Hábitos como estes trazem resultados efetivos para melhorar a qualidade de vida.
Experimente este desafio!
A Natureza agradece!  


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