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OLGA
Um dos maiores sucessos de bilheteria do cinema brasileiro da retomada, Olga está na lista dos dez filmes mais vistos no Brasil em 2004, tendo arrecadado cerca de R$ 20 milhões e tendo sido visto por pouco mais de três milhões de espectadores. Além disso, esse longa-metragem representa o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2005 de filme estrangeiro e tem tudo para agradar a Academia, por ser uma superprodução baseada em fatos reais e que tem o holocausto como pano de fundo. Olga Benario (a estreante em cinema Camila Morgado) é uma judia alemã que abandona a família para se dedicar à militância política no partido comunista de seu país. Em meados da década de 30, enquanto estava na Rússia, recebe a missão de se passar por mulher do brasileiro Luis Carlos Prestes (Caco Ciocler, de Sexo, Amor e Traição) durante sua viagem de volta ao Brasil, onde entrará clandestinamente. Cada vez mais próximos, os dois acabam se apaixonando de verdade, e Olga decide ficar no Brasil ao lado de Prestes para ajudá-lo a derrubar a ditadura de Getúlio Vargas (Osmar Prado, de Desmundo). Mas o plano não dá certo, e os dois acabam presos. Mesmo grávida, Olga é deportada para a Alemanha nazista e vai parar num campo de concentração. O roteiro, escrito pela também produtora Rita Buzzar, é baseado no livro-reportagem do jornalista Fernando Morais, lançado no Brasil em 1985 e que vendeu mais de 600 mil cópias. Um dos destaques da obra é a caprichada e impressionante direção de arte, que recria em estúdio, no Brasil, diversas locações internacionais, inclusive o campo de concentração. Mais do que um trabalho revisionista, Olga busca a sua própria forma de contar um momento conturbado da história do Brasil, tendo como personagens pessoas complexas e fascinantes. O filme fala de temas sempre pertinentes, como a tolerância e o amor que rompe barreiras, e por isto fez tanto sucesso nos cinemas.
Texto retirado do site www.espacovideo.com.br.
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